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domingo, 21 de julho de 2013

Vai com Deus Miguelzinho...

O post de hoje é triste e feito sob algumas lágrimas, pois partiu ontem o nosso lindo Guerreiro Miguelzinho. Mostrei aqui na semana passada um pouco da história desse gatinho que sofreu quando ainda era um bebezinho uma grave lesão medular, sendo prensado num portão e perdeu os movimentos das patas traseiras, além de não poder andar, não conseguia fazer suas necessidades e vivia no veterinário por causa de infecções na bexiga e intestino. 
Apesar de todo o seu sofrimento era um gatinho muito feliz e amado. Teve a grande sorte de Deus escolher que sua dona Charlotte passasse por aquela rua, naquela manhã fria e o encontrasse indefesso e precisando de carinho e cuidados. 
Ele foi muito bem cuidado, recebeu tudo de bom que sua dona podia lhe oferecer e mais, foi exemplo de fé e do quanto o amor pode mudar o destino de alguém, que no caso do Miguelzinho seria sacrificado e não teria a chance de brincar com seus ratinhos de brinquedo, se lambuzar na delícia dos seus sachês e fazer centenas de pessoas repensarem suas vidas.



Estou aqui não apenas para falar da morte dele. A morte infelizmente é inevitável e nós seres humanos ignorantes não acreditamos que assim seja. Passamos nossos dias esperando dias melhores, trabalhos melhores, amigos melhores, maridos, namorados, filhos melhores e nos esquecemos de que o melhor da vida é viver! viver o que se tem, e ser sinceramente feliz com isso. Sei que existem aqueles dias que agente não se sente bem, eu acordo assim muitos dias, querendo um trabalho melhor, mais dinheiro, achando que assim poderia ser mais feliz, mas poxa vida, a felicidade mão é isso. A felicidade está em viver a vida, simples assim, acordar e estar feliz por ter um trabalho, brigar com seu irmão por alguma coisa banal, mas ser feliz por saber que ele está ali, do seu lado e que é seu amigo, ser feliz pela saúde que sua família tem, pois sabemos o quanto algumas pessoas sofrem com doenças. Ser feliz e ser grato pela vida, simples assim.


Imagem e poema postado na página dele no Facebook.










Gatos não morrem de verdade:
eles apenas se reintegram
no ronronar da eternidade!

Gatos não morrem de fato:
suas almas saem de fininho
atrás de alguma alma de rato!

Gatos não morrem:
sua fictícia morte não passa de...
uma forma mais refinada de preguiça.

Gatos não morrem:
rumam a um nível mais alto que eles,
de galho a galho, sobem numa árvore invisível.

Gatos não morrem:
mais preciso, se somem, é dizer que foram rasgar sofás no paraíso.

E dormirão lá,
depois do ônus de sete bem vividas vidas,
seus sete merecidos sonos...

Miguelzinho Meyer ✩ 09/06/2012 † 20/07/2013


Um comentário:

  1. eu sempre fico triste, mas agora ele ta em paz. a mamãe fez tudo que podia, tenho certeza que a mamãe dele é uma excelente mãe. fique em paz.

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